Abertura e Apresentação

Olá pessoal! Este blog é a forma que encontrei de organizar as indicações/sugestões que faço em palestras, cursos e no consultório.
A cada semana uma nova frase para reflexão que poderá vir acompanhada de um texto já publicado anteriormente ou, dentro do possível, inédito.
Na continuidade do “diálogo” com vocês leitores, farei indicação de livros, filmes e exercícios terapêuticos.
Com o único objetivo de contribuir para nossa evolução enquanto seres humanos, por meio de diálogos terapêuticos, mesmo que virtual.

Sugestões e críticas serão sempre bem vindas!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

OPINIÕES: SEMPRE DEVO EXPRESSÁ-LAS

    Eis a pergunta que não quer calar: Expressar ou não minhas opiniões?
    Vocês leitores e leitoras devem estar respondendo,  dividindo-se no mínino em dois grandes grupos, vamos chamá-los  de grupo A e grupo B, vejamos:

Grupo A: Com certeza, digo o que penso doa a quem doer, quem não quiser ouvir que feche os ouvidos!

Grupo B: Não, é melhor não, minha opinião interessa só a mim, afinal aprende mais quem fica de boca calada.

     Façamos uma breve reflexão sobre as implicações de uma e de outra resposta.
    Se você pertence ao grupo A, já parou para pensar que pode estar colaborando para um processo de estresse individual e coletivo?
    E que  talvez todos estejam te ouvindo porque não têm para onde correr? E ainda que você pode estar desperdiçando uma oportunidade que a vida lhe oferece de aprender algo?
    Pois se você se disponibiliza a ouvir o que estão expressando, ou a analisar a situação e se  vai em busca de conhecimento real sobre o assunto, silencia alguns minutos para refletir sobre o que está ouvindo, aprendendo por meio do desenvolvimento de habilidades emocionais, cognitivas e sociais.
    Agora se você pertence ao grupo B, não está tomando postura tão diferente de quem pertence ao grupo A, como pode parecer. Pois as implicações finais serão as mesmas.. estará deixando de desenvolver habilidades emocionais, cognitivas e sociais. Apenas utilizando-se de um artifício diferente.
    Em ambas as situações estará em desenvolvimento um processo de falha na comunicação, impossibilitando o autoconhecimento e o conhecimento dos outros, bem como que os outros conheçam você,  por não se expressar ou por expressar-se indevidamente, o que gera desconforto emocional e mesmo o estresse.
    É claro que é sábia a atitude de esperar “esfriar a cabeça”, “contar até dez” antes de falar em explosão, aos gritos, com ofensas ao outro e muitas vezes a si mesmo.
    Neste procedimento de esfriar a cabeça, as emoções se acalmam e você estará se dando um tempo para avaliar a situação, fazer uso da ética social e  então despertar para um diálogo saudável, maduro que desenvolverá a confiança mútua.
    O maior aprendizado realizado será desenvolver um processo de  transformar situações difíceis em situações de aprendizado, por meio do diálogo e do equilíbrio emocional.
    Sendo ao mesmo tempo aquele que cuida e aquele que é cuidado, pois é está a atitude  humana que auxiliará a promoção de um bem-estar coletivo, uma sociedade mais saudável.
    Então vá em frente comece agora a expressar suas opiniões... e lembre-se onde quer que você esteja esse é o ponto de partida.

       Um abraço!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

APRENDER A ESCUTAR

     Você sabe escutar? Ou melhor, você já aprendeu a escutar?
     Não estamos falando do gesto vazio de ouvir, que é captar ruídos sem identificá-los intelectual e emocionalmente.
    Toda mensagem (algo dito), tem significado, mas se estivermos enquanto ouvintes num desenfreado pensar, organizando possíveis respostas e interrogações ou simplesmente vagando com a mente  não estaremos verdadeiramente escutando o outro.
    Escutar é manter os olhos atentos no seu interlocutor, é despir-se de conceitos e pré-conceitos, é tão e simplesmente manter a atenção no outro, ouvindo sua voz, sentindo suas emoções, observando suas expressões, sem julgar ou pré-julgar, é estar disponível para o outro.
    A sociedade contemporânea tem muita gente padecendo da necessidade de ser escutado. Consultórios médicos, salões de beleza, igrejas e templos estão repletos de seres humanos em busca de serem escutados e estes mesmos muitas vezes não escutam os seus.
    Ora se tem tanta gente querendo/necessitando avidamente ser escutado é porque na mesma proporção tem gente não escutando e sim apenas ouvindo.
    Faço-lhe aqui a pergunta: Você já escutou hoje?
      Se a resposta for negativa, olhe ao seu lado e procure com o olhar outra pessoa e permita que fale com você e esteja atenta para escutá-la, verdadeiramente.
    Não conseguiu? Foi difícil? Os seus pensamentos interferiram e você ficou analisando, criticando o que a pessoa lhe falava?
    Então vamos relembrar o que é aprender: aprender é uma característica fundamental do psiquismo, todo ser humano tem capacidade de aprender durante toda a sua vida.
    Esteja atento (a) para aprender a escutar, no início poderá parecer que você está “forçando a barra”, mas usando inicialmente o seu psiquismo de maneira consciente e proposital aprenderá a escutar de fato.
    E, como saber se já aprendeu? Quando notar que ao escutar o outro, você tornou-se uma pessoa, menos negativa, menos irritada, mais feliz, mais amorosa, mais tranqüila.
    Simplesmente porque ao escutar o outro você estará escutando a si mesmo (a), numa doce e verdadeira atitude de ser... Ser humano. Ou seja, um SER que é humano e compreende as necessidades do outro, portanto de si mesmo, de sua espécie.
    Seja sábio (a) ESCUTE, saia para escutar, escutando e sendo escutado mude o mundo e o mundo mudará!
           Abraço e até a próxima, foi muito bom saber que você me “escutou”!

sábado, 14 de agosto de 2010

LIBERDADE

          Liberdade pra dentro da cabeça...  é o que nos diz a  canção popular  e quase sem podermos exercer nossa liberdade a melodia “agarra-se” a nossa mente e ficamos cantarolando  horas seguidas! Pois bem, a proposta hoje é fazermos uso de nossa liberdade de escolha (quantas vezes ouvimos também esta frase??), e refletirmos sobre o tema e o agir humano.
         Para início de conversa o que é liberdade?? Hum... você leitor foi logo respondendo fazer o que der na “telha” , fazer qualquer coisa, como, quando e onde eu quiser. Isto tem outro nome: libertinagem, licenciosidade, não tem nada a ver com liberdade.
         O mundo real da liberdade é diferente do mundo sonhado. Ser livre é a capacidade construída, conscientemente, de fazer escolhas, de querer e ter atitudes que possibilitem a realização do que foi almejado. Seja no campo físico, mental, emocional, ou social; de maneira analisada, organizada e planejada.
         A liberdade possui um outro conceito estreitamente ligado à ela. Estamos falando da Ética (regras sociais e morais duma determinada sociedade).
         Logo, é possível concluirmos que  podemos ter o desejo de fazer tudo o que quisermos, porém é a ética humana que nos freia dos exageros, pois só poderemos ser um ser HUMANO, se observarmos as regras de convívio, caso contrário estaríamos misturados a natureza, não nos diferenciaríamos das coisas, pois estaríamos submissos ao determinismo (assim que tem que ser!).
         Embora o homem seja pertencente a si mesmo, é um “eu”, uma pessoa, não poderá usufruir de uma liberdade absoluta, visto que o “eu” se põe em relação, existe, é situado em relação ao outro.
         Então para sermos livres, o ponto inicial é a consciência da inter-relação entre eu e o outro, eu e o mundo real e o mundo das idéias...exigindo apenas de nós mesmos, não da vida dos outros, não dos outros. Portanto, liberdade pra dentro da cabeça... e seremos eternamente livres, assim como nascemos!
         Encerremos com as palavras do grande pensador Sêneca, que nos possibilita a reflexão de que somos livres a partir da autoconsciência de sermos quem somos... simples assim!!





 "É livre quem deixou de ser escravo de si mesmo." (Sêneca)

domingo, 1 de agosto de 2010

Psicanalista e terapeuta transpessoal: conceito, historicidade e ação

Terapeuta: etimologicamente - pessoa que cuida e ajuda. Profissional que busca aliviar as dores do viver por meio de escuta e de diálogo, interrogando as motivações conscientes ou inconscientes dos sujeitos que lhe pedem auxílio.

Psicanalista: pessoa que se especializou em Psicanálise; analista.

Psicanálise: abordagem criada por Sigmund Freud e desenvolvida por outros autores tais como Melanie Klein e Jacques Lacan. Esta abordagem utiliza o método de associação livre para investigação do inconsciente, definido por Freud como nosso "eu desconhecido".

Transpessoal: abordagem que tem como principal objetivo tratar o homem como um ser integral, ou seja, um ente complexo que engloba aspectos biológicos, mentais, sociais, ecológicos e, muito em especial, espirituais, para atingir níveis da consciência mais expandidos do que o nível pessoal ( Ego) que é trabalhado em Psicanálise.

Histórico e atualidade: criado por Abrahan Maslow, outros importantes estudiosos se agregaram ao movimento tais como: Stanislaf Grof, Daniel Goleman, Ken Wilber  e Anthony Stich.
O Movimento Transpessoal é considerado a quarta-força na Psicologia. Inicialmente chamou-se trans-humanista (termo criado por Julian Huxley em 1957, no Canadá).
A temática da espiritualidade, ou da dimensão espiritual do homem, pois, caracteriza a Psicologia Transpessoal como a primeira corrente contemporânea de Psicologia, em grande parte apoiada nas pesquisas pioneiras de Jung, a se dedicar de forma sistemática às dimensões subjetivas perceptuais que eram, até então, ignoradas, negadas ou reduzidas a características ou sintomas de psicopatologia na área da sexualidade, pela Psicanálise, por exemplo.
Atualmente, estudiosos como:  Roberto Assagioli, Ken Wilber, Pierre Weil, Roger Walsh, Francis Vaughan, Stanislav Grof, Chogyam Trungpe Rimpoche, Sri Aurobindo, entre outros fazem parte do Movimento Transpessoal.
Concluindo, pode-se conceituar a Psicologia Transpessoal como o estudo e a aplicação dos diferentes níveis de consciência em direção a Unidade Fundamental do Ser.
Técnicas transpessoais: práticas como meditação, visualização criativa e diálogo interior; todos  trabalhos que envolvem a conexão mente/corpo/espírito, buscando ir além do  Ego.
            Os mecanismos da senso percepção e influências físicas, mentais e espirituais, possibilitam ao ser humano (cliente e não paciente), romper paradigmas, promover a autolibertação e o autoconhecimento
 Teresinha Inácio –  Psicanalista e Terapeuta Transpessoal